Campinas| Tem samba na Câmara. Vereadores homenageiam artista cidade em sessão desta 2@

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No Dia do Samba, Câmara presta homenagem a artistas com a entrega do Diploma Noel Rosa

No Dia do Samba, Câmara presta homenagem a artistas com a entrega do Diploma Noel Rosa

Por iniciativa de seu presidente, vereador Luiz Rossini (Republicanos), e dos vereadores Carmo Luiz (Republicanos), Eduardo Magoga (Podemos), Marrom Cunha (MDB) e Paolla Miguel (PT), a Câmara de Campinas entrega nesta terça-feira (2) o Diploma Noel Rosa a diversas personalidades para celebrar o Dia do Samba.

A honraria, de autoria de Rossini em 2014, é concedida a sambistas, a grupos de samba ou a agremiações que tenham se destacado na divulgação, promoção, difusão e fortalecimento do samba na cidade, visando valorizar os artistas locais que mantém vivas as raízes e as tradições dessa genuína manifestação da cultura brasileira na região de Campinas.

A solenidade será realizada às 20 horas no Plenário da Câmara, com entrada pela Avenida da Saudade, 1004 – Ponte Preta. Será transmitida ao vivo pela TV Câmara no 11.3 digital, no Facebook e no canal da TV Câmara no YouTube, bem como no streaming na capa do site oficial da Casa.

Os homenageados

Autoria: Luiz Rossini

Guilherme Jeferson Fidelis como de registro, iniciou na jornada musical espelhando-se nos passos do pai, conhecido no samba campineiro como “Seo Nelsinho”. Aos 16 anos, passou a se apresentar tocando cavaquinho, violão 7 cordas e cantando com o seu pai, e nesse período foi integrante de grupos de samba importantes na cidade, e integrou projetos de sucesso regional como “Um samba e Um gole” e “Pagode da Vó Tiana”, com essas bandas e projetos, teve o privilégio de acompanhar por diversas vezes grandes nomes do samba e da música popular brasileira, como Moacyr Luz, Nelson Sargento, Elza Soares, entre outros. Fidelis ao longo de sua carreira também fez turnê internacional, abriu shows de Alexandre Pires e Roberto Carlos, e há dois anos integra a banda do sambista e cantor Dudu Nobre, como violonista e diretor musical.

Júlio Cesar Custódio da Silva, conhecido por Julinho, começou a fazer parte do Grupo Artimanha aos 12 anos, com algumas apresentações em festas e bares de Campinas, acompanhado pelos pais; depois passou a ser componente dos Grupos Oasis e Swing Nosso. Em 1998, passou a Integrar o Grupo Remix Samba, pelo qual se apresentou por vários anos no programa do Gugu Liberato, no SBT. Assim, no ano seguinte, já conhecido nas rodas de samba de Campinas e região, passou a receber convites de grupos e bambas de samba, optando assim em trabalhar com o samba, mas como músico independente. Em 2014 fundou o Bloco do Paredão em Sousas, onde atualmente é o presidente. Em todo Carnaval, desde então, o Paredão se tornou uma atração cultural no distrito.

Autoria: Carmo Luiz

O Bar Du & Du foi fundado em 2007, pelos amigos Ciça e Fabinho. Em 2016, sagrou-se vice-campeão do concurso Comida di Buteco e, no mesmo ano, começou com música ao vivo aos sábados, com MPB e samba, e em 2017, passou a dar preferência ao samba, com participações exclusivas de artistas de Campinas. A proposta deu tão certo que o bar resolveu colocar música ao vivo também em outros dias da semana, e passou a ter apresentações musicais às quintas-feiras e às sextas-feiras, e sempre com o samba. Dessa forma, o bar estabeleceu-se no cenário musical da cidade como uma das principais casas de samba. Em 2020, com a pandemia de covid, o bar trabalhou, obedecendo todas as regras de segurança, mas não somente isso; participou de uma campanha intitulada “Arte Solidária”, que arrecadava alimentos, materiais de higiene e limpeza, para serem destinados aos músicos, técnicos de som e artistas, que estavam passando por dificuldades por não terem espaço para atuar.

Carlos Alberto Lourenço Júnior, o Carlinhos Percussão, iniciou sua trajetória profissional na música como percursionista ainda na adolescência, se apresentando em casas noturnas. Após se consolidar na música, passou a receber convites para tocar com grupos e artistas, inclusive do cenário nacional. Tocou em shows acompanhando artistas renomados, como: Jorge Aragão, Benito de Paula, e Royce do Cavaco.

Autoria: Eduardo Magoga

Gustavo Luis Sgrignoli Rinco Spinelli aprendeu a tocar violão com 12 anos de idade, e ainda na adolescência fundou o Grupo Acalanto, junto com amigos da mesma idade. O homenageado também tocou um tempo com o Grupo Acaso, e depois criou junto de um outro time o Grupo Iluaê, com o qual fizeram muitos eventos e tocaram em muitos bares importantes da cidade, além de ter a oportunidade de dividir os palcos com grandes sambistas e poetas campineiros. Há muitos anos, vem atuando com o Bloco da Vó Tiana, nos carnavais, chegando, por diversas vezes, lotar a praça do IAPI na Vila Teixeira, cantando apenas sambas enredos, marchinhas e sambas clássicos.

Ricardo Neves dos Santos, conhecido como Rica Neves, começou como percursionista aos 12 anos no bloco carnavalesco de Sousas. Em 1996, entrou como percussionista no bloco City Banda, no qual hoje atua como diretor musical. Em 2007, cria o Samba do Rica, que além do samba, arrecadava alimentos para ajudar os mais necessitados. Desde 2023, atua com o Samba do P.R., resgatando a roda de samba a moda antiga, sem microfone, batido na palma da mão, exaltando sambas de época e cantando sambas autorais e também, arrecadando alimentos para instituições.

Autoria: Marrom Cunha

Fábio Vitorino de Souza, o Fabinho Caranga, iniciou a carreira musical em 1990 como pandeirista do Flor do Amanhã, no qual teve forte influência de sambistas da Escola de Samba Madureira, do São Bernardo, agremiação que confeccionava as fantasias e as alegorias na casa dos integrantes do grupo. Posteriormente, fundou o Finos do Pagode, cuja primeira apresentação foi na abertura de um show do Fundo de Quintal. Formado em Música Popular pelo Conservatório Carlos Gomes, o homenageado em 2005 foi convidado a trabalhar em uma casa de shows em Milão, na Itália, e a partir de então teve a oportunidade de tocar com grandes músicos e viajar por toda a Europa.

Luís Fernando de Moraes Pires, mais conhecido como Lua, estudou cavaco e violão popular no Conservatório Dramático de Tatuí, uma das instituições mais renomadas do Brasil, e acompanhou diversos artistas em apresentações pelo país. Em 2017, quando se mudou para Campinas, integrou o Grupo Ponto Sem Nó, da Vila União. Posteriormente, ingressou Escola Livre de Música da Unicamp onde está sendo montada uma orquestra de violões, para futuras apresentações.

Autoria: Paolla Miguel

O Encontro de Batuqueiros nasceu em 2016 com músicos oriundos da banda do cantor e também padrinho Dudu Nobre, e que a partir de então acompanharam vários artistas do samba em shows pelo Brasil e também fora do país. “Roda de Samba do EDB”, seu primeiro trabalho, possui mais de 12 milhões de visualizações no YouTube e reproduções no Spotify. O grupo tem se destacado em Campinas por meio da realização de eventos em prol do samba e da cultura negra de forma significativa. Em suas apresentações, fica evidente sua importância na preservação das raízes do samba e do fortalecimento das matrizes africanas deste gênero musical.

O Sambayê nasceu em 2022 por meio do encontro de amigos e irmãos de axé Ifá Polmile, Tata´Kiazilundi e Iyanifá Ifá Tossin que identificavam e discutiam a necessidade de maior representatividade da cultura afrobrasileira em Campinas. Ali então, começou a ser gestada a ideia de um evento que tivesse como principal foco as religiões de matrizes africanas, pautando o respeito às diferenças e o livre exercício da fé. A agremiação construiu o Protesto de Amor, em que reverenciam os Itans dos Orixás, colocando- se como um espaço de quilombamento, em que pessoas que são historicamente excluídas na sociedade, como a população negra, LGBTQIAPN+, encontraram um lugar de acolhimento e reconhecimento.

Texto e Foto: Câmara Municipal de Campinas

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